by Ginnungagap

Afirmar é não negar, mas não negar não é afirmar!! O contrário também é verdadeiro.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Parabéns, José Trajano

Ao excelente jornalista, cidadão, exemplo para todos nós, com um dia de atraso, um pequena homenagem. Um "sonetóstico" (soneto + acróstico). Acabei de ouvir a um Pontapé (podcast de que ele participa brilhantemente toda segunda-feira à noite), muito emocionante com os muitos testemunhos de pessoas a quem ele influenciou e ajudou.

Parabéns, José Trajano dos Reis Quinhões

A imprensa sem ti seria exangue
Largo vazio, de ideias, deserto
O jornalismo está no teu sangue
José, cidadão, altivo, experto

Oh! O mundo não seria o que é
Se não houvesse você em seu seio
És firmeza, integridade, axé
Tanto a trabalho quanto a passeio

Reverenciá-lo é um grande prazer
A todo instante, a te ouvir, ler e ver
José, parabéns por mais esta data

Ainda espero tua presença grata
Nos áudios, vídeos por anos a vir
Obrigado, Trajano, por existir

Do seu fã,

Escobar.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Como não jogar a toalha?

Hoje, 31/07/2019, li o desabafo de um amigo que me abalou:
"Fernando, eu já me cansei de "dar murro em ponta de faca". Não adianta, essa cruzada não tem resultados positivos. Nem aqui no Codi*, nem no Twitter, nem em qq outro lugar. Nada que seja exposto, nada que seja 100% verídico fará com que as coisas se alterem. Já passamos do "horizonte de eventos". Não há mais salvação. Fiquei boquiaberto ontem com a atitude dos adoradores do Bolsonaro. Não há nada que fará com que mudem de ideia. A radicalização está completa e a lavagem cerebral foi profunda e eficaz. São tão piores quanto os defensores de Maduro e do Chavismo. Eu falei sério ontem qdo disse que era pra jogar a toalha. Sabe aqueles videozinhos que a gente assiste onde os humanos estão enfurnados nos celulares e totalmente alheios à realidade? Pois é... a tese acaba de ser confirmada e a profecia se auto-realizou. É triste, mas é a nossa realidade. Não há o que fazer... as instituições ruíram,  os poderes da republica não funcionam mais e a massa, é só massa. Bolsonaro é o reflexo da nossa "sociedade" doentia, reflexo da nossa ignorância, da nossa ganância, do nosso egoísmo, da nossa incapacidade de lidar com o diferente, da nossa inabilidade de dialogar, da nossa falta de senso, da nossa falta de estudo e educação, do nosso orgulho e arrogância, da nossa falta de respeito, do nosso ódio. The dark side wins! As pessoas não farão como Vader no seu momento derradeiro. Não arremessarão Darth Sidius para as profundezas do inferno. Os reflexos desse nosso momento histórico serão permanentes, não há o que fazer no futuro que apagará essa mancha e compensará de alguma forma os erros de agora. É a mesma coisa que acontece quando há uma traição num relacionamento: a mancha sempre estará lá, os reflexos serão permanentes e não há o que fazer. O brasileiro colocou pra fora a sua pior face e não dá pra esquecer isso. Não há solução para o país. Para aqueles sortudos e abastados, sumir daqui amenizaria a dor. Mas ainda restará na consciência aquela culpa de deixar os entes queridos à revelia do nosso próprio povo. Desculpe pela má notícia." (Marcelo Lima)
Há muito, ainda no primeiro governo Dilma, eu estímulo os jovens a irem embora do país,  meu filho mais velho que o diga, só que parece que atingimos um patamar do qual não conseguiremos retornar. O Sr. Jair (antes, a condução dele ao cargo máximo do executivo e o apoio dado à sua monstruosidade) nos trouxe num curto período a um grau de obscurantismo, de imundície jamais pensado, mesmo por aqueles que anteviam algo assim antes do pleito.
A imagem país,  o futuro do país, estão severamente comprometidos.
Como continuar frente à perseverante ignorância e cegueira?
Como... ?
É isso.
Blessed be.

* - Codi é redução de Codiloco.  Um grupo de pessoas esclarecidas, com pensamentos fortemente  heterogêneo, do qual tenho o prazer de participar desde 2001, levado por meu querido amigo, considero  irmão,  Marcelo (Arcanjo) Silva.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Vamos falar de Lula e de Dilma


Lula

Meus amigos podem ficar chateados comigo, mas, é fato, não acredito na honestidade de Lula e nem o acho um “bom caráter”. Se ele merece estar na cadeia ou não (por este processo do Triplex, não merece, que fique claro:  foi um crime cometido pelo Judge Star seu pet), também é um assunto longo, com muitas variáveis que, por si só, já valeria um artigo inteiro. (Ele foi conivente com muita coisa ruim, mas fez muita coisa boa, se formos usar a lógica tupiniquim de acertos justificam erros, a discussão “vararia” uma madrugada).
Vale lembrar sempre: Lula é um gênio! Gênio, melhor assim, com “G” maiúsculo. De comunicação, de política, um monstro. Não pensem que a fundamentação epistemológica lhe faz falta (como faz a Olalho de Carvavo, por exemplo), porque não faz. Ele leu muito, viveu muito e não tem conhecimento formal, mas tem, sim, muito conhecimento e inteligência para utilizá-lo.
Acredito em duas coisas que Lula fala e parecem ser “de coração”:
1) Ele quer acabar com a fome no país. Creio nisso, imagino que ele tenha realmente passado fome e que extirpar este câncer do país seja um de seus objetivos de vida. Ainda que para isso tenha que “abrir as pernas” para os Bancos, os PMDBs, os DEMs, os Macedos e Valdemiros, os “barões” que comandam o país (de dentro e de fora!).
2) Ele não se interessa por “dinheiro”. Até acho que ele possa ter “entesourado” algum dinheiro sujo, para garantir o futuro da família (filhos e netos), mas ele mesmo não seja comprável com dinheiro (em espécie). Acho que aquilo de que ele gosta e sempre buscou, a vida toda, aquilo que o deixa vulnerável, é o poder. Para mim o que alimenta seu ego é ser recebido como “rei” em qualquer lugar do mundo, é ter tapete vermelho e bajulação de líderes mundiais (convenhamos, quem não gostaria?). Tirando isso, não há necessidade de um Triplex de fundos sem vista para o Guarujá, bastavam-lhe um churrasco com os amigos, com futebol e uma cachacinha, e um passeio no sítio, sim, ele usou, não há dúvidas, se “deram para ele” não foi “de papel passado”.
Acho que Lula é, acima de tudo, um “bom jogador”. Ele institucionalizou a corrupção no país e governou tranquilamente por 8 anos, sem oposição e deixou o governo com 87% de aprovação. Mas, pelo outro lado, ele também “liberou” as prisões... Assim: “quer roubar? Quer fazer coisas sujas? Faça, mas se te pegarem, o problema é seu!! Eu não sei de nada”. Nunca a polícia, a PGR, e os órgãos de controle e fiscalização tiveram tanta autonomia quanto na “era Lula”, ressalte-se que os líderes de seu partido foram, em grande maioria para a cadeia (cadeia!!).
(Aliás, parêntese: órgãos fiscalizadores com autonomia, no Brasil, é a mesma coisa que dizer “viva a corrupção!”).
Em entrevista recente na cadeia (acho que em mais de uma) ele demonstrou o quão “bom jogador” ele é: À época da reeleição de Dilma, já havia fila de empresários e políticos na porta dele, pedindo que ele viesse candidato, em 2014, mas ele disse “eu não poderia fazer isso com ela. Era um direito dela e eu tinha que respeitar”.
Conversando com um colega aqui do trabalho, construímos uma analogia do “lado desonesto” de Lula, com o Frank Abaganale Jr.  Se alguém “pegar uma safadeza” dele, ele apertará a mão da pessoa dirá “bom trabalho” e irá mansamente para a cadeia. Isso explica sua revolta tão grande com a farsa do Marreco e seu bichano, penso que Lula “toparia” ser preso, mas “honestamente”!
Lula pecou, no meu entender, ao não usar o seu cacife político para tentar bancar a reforma política, uma reforma justa da previdência e a reforma tributária. Ele sentou lá, se preocupou em acabar com a fome, dar estudo aos pobres, virar “potência mundial” e “só”, sem se preocupar em reestruturar o país, em “cessar o mecanismo” e, como um escorpião que você ajuda a atravessar o rio, o mecanismo “o picou” e junto com Lula, levou o PT, que ficou muito menor do que o barbudo e não consegue e/ou não quer desassociar as duas imagens.

Dilma

Rapaz, que mulher! Dilma é, para mim, quem deveria representar os ideais do PT de 1982, do PT que sonhava com um país honesto e limpo. Do PT que rachou, gerando o PSOL, quando Lula assumiu e mostrou que não moveria uma palha para mudar a bagunça. (Ver item 1 em destaque acima!).
Já ficou provado que ela foi arrancada do Planalto porque queria, verdadeiramente, acabar com a sangria. Queria manter os programas de Lula, queria o bem da população, mas sua incapacidade de articulação (ninguém é perfeito), leia-se agir gradativamente para alcançar o objetivo, levou o país a uma situação insustentável, porque, no segundo mandato, ela não governou, tudo o que tentou fazer foi barrado pelos que esperavam que ela continuasse “a política” de Lula. Pelo PSDB e DEM que brigavam e ainda brigam com o PMDB pelo controle real do país.
Dilma teve um primeiro mandato turbulento, mas foi ajudada pelas excelentes (vou repetir: excelentes!!!) condições econômicas deixadas por Lula. Desemprego baixo, economia aquecida, reservas cambiais na estratosfera. Não dava, mesmo que o PSDB quisesse, para atrapalhar o país... mas... em 4 anos... a crise mundial chegou e Dilma não tinha o cacife político de Lula, não tinha mais a força e o PT, apagado pelo barbudo, também não tinha mais como se segurar.
Dilma já foi inocentada das pedaladas (que sempre é bom lembrar, deixaram de ser crime, pouco tempo depois do golpeachment), de Pasadena e de muitos outros “crimes” que tentaram imputar a ela. Até hoje, não apareceu uma viva alma, para dizer “eu paguei um cafezinho para a presidente em troca desse ou daquele favor”, ela pode ter deixado passar grana para o partido, pode ter tido a campanha financiada por Caixa 2 (que, segundo Moro era mais grave que corrupção, depois deixou de ser mais grave), mas ela mesma, não é acusada de por 1 centavo que seja em seu bolso. Dilma deu força à Lava à Jato, reconduziu Janot ao cargo e caiu por isso.  Teve seu nome sujo na onda do “antipetismo” e perdeu as eleições para o Senado.
Aliás, o golpeachment foi recheado de anomalias, justamente em função da honestidade de Dilma. A maluquinha Janaína Paschoal chorou e se desculpou por ter representado contra nossa “presidenta”, o STF “rasgou a constituição ao meio” no parágrafo sobre impeachment, impedindo a presidente, mas mantendo-lhe os direitos políticos, tudo porque sabiam que estavam fazendo mais mal ao país do que bem, tudo em nome do status quo que culminou na eleição do traste.
Dilma tem um problema, quem viu o filme “O discurso do Rei” há de entender, para falar em público, mas, quem viu as respostas que ela deu no debate da reeleição a viu conversando nos bastidores em Democracia em vertigem, viu o quão inteligente ela é e o quão capaz pode ser.

Misturando as bolas

Para encerrar, cabe um último trecho, comparando Dilma a Lula e citando FHC e a Constituição de 1988.
Cabe dizer que, fazendo leitura corporal em entrevistas e imagens na TV, eu penso (minha opinião) que Dilma e Lula tem profundas divergências ideologicamente falando, mas nutrem um carinho e respeito um pelo outro que só a convivência traz. Os dois foram presos e torturados, mas as histórias são completamente diferentes. Lula não queria Dilma candidata, mas não teve escolha e respeitou o direito dela (como já disse) de concorrer à reeleição.
Anyway, a Constituição de 1988 foi construída para um Parlamentarismo que o plebiscito de 1993 não trouxe e gerou um sistema “híbrido” em que o Executivo vira refém do Legislativo, dando poder ao baixo clero, ao Centrão e às bancadas com suas bandeiras (como BBB, bala, bíblia e boi). FHC se aproveitou disso e, além do seu “engavetador geral da república”, governou 8 anos incólume a escândalos, derrubando seus primeiros ministros, de cabeça, me lembro de Mendonça de Barros e do “Serjão” (não me lembro mais do sobrenome).
Lula surfou na mesma onda. Aliás, Lula, como (a mim me parece) amigo de FHC, fez pouca coisa diferente de seu antecessor. Concentrou os programas sociais e criou o Bolsa Família, entre outras coisas, manteve os bancos bem alimentados (com efeito até os alimentou melhor) e divergiu severamente no quesito privatização. Só que duas coisas que Lula fez o destacaram: “cacarejou melhor” do FHC, como exímio comunicador, soube ganhar muito mais com os programas sociais e manteve o parlamentarismo velado, sendo que deixou seus primeiros ministros serem presos, Dirceu, Palocci, Gushiken (não me lembro se chegou a ser preso antes de morrer), são os de que me lembro agora.
No plano internacional, vejo uma grande diferença entre FHC e Lula. Enquanto o primeiro queria ser “o pequeno entre os Grandes”, isto é, figurar como um dos maiores países do mundo, ainda que sendo o “café com leite” da brincadeira, o barbudo queria ser “o grande entre os Pequenos”.
Ou seja, “olha, EEUU, Europa, aqui na AL, mando eu! FMI? Vá à bosta, venham cá, China e URSS, vocês são grandes, mas a malandragem tenho eu, Índia, África do Sul, cheguem mais aí, vamos criar nosso banco, a gente não precisa da Europa e dos EEUU! Atenção gigantes, para falarem com os pequenos agora, o interlocutor sou eu, resolvam aqui comigo primeiro.”. “O que é esse tal conselho de segurança? Tem poder? Tem influência? Eu quero sentar aí também!!”.
Emprestar dinheiro para fora? Isso não foi “caridade com coleguinhas”, o nome disso é Imperialismo. Sabe o que fazem aqui as grandes petrolíferas? A Petrobrás fazia na Bolívia! Muitos petistas eram contra essa postura! E nossos banqueiros ficaram bem felizes com isso. A possibilidade de calote sempre existiu, no minuto em que ameaçassem tirar o PT do poder!! Mas, ressalve-se, o povo brasileiro não foi prejudicado pela grana que saiu, mais do que foi pela grana que se esparramou aqui dentro nos bolsos da elite.
Dilma rompeu com o parlamentarismo velado, até tentou fazer de Mantega o seu primeiro ministro, mas a tendência à centralização foi maior do que ela. Por conta disso, “matou no peito” a maioria dos escândalos atribuídos ao governo dela, mas foi implacável, exonerou ministros por muito menos do que se prova contra Moro, bastaram suspeitas para afastar o arrogante Lupi. Muito se fala sobre ela ser grossa, mas, comparando com Lula e FHC (dois exímios vaselinas), até o Papa Francisco é um grosso! Internacionalmente, acho que Dilma não “fedeu nem cheirou”, apenas tentou manter a imagem deixada por Lula.
Com relação a apoiar ditaduras (não sei se é melhor do que “ser apoiado por elas” como nosso atual governo), Lula e Dilma sempre foram a favor “do jogo”, cada país se resolve internamente, inclusive acham que Maduro é ruim, mas ele tem que sair ou ser retirado pelo povo Venezuelano, não pelos EEUU.
Por fim, é isso, eu precisava por isso para fora de forma clara e direta. Não sou famoso, mas que venham os comentários, felizmente, sei que mínions não lerão um texto desse tamanho, especialmente com esse título, hehehehehe.

Obrigado por ter chegado até aqui,

Fique bem.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Biscoito ou bolacha?


Quero começar este artigo com uma pequena história que li há muitos anos como sendo da filosofia sufi e que não consegui encontrar, nem com o tio Google (achei uma parecida).

Certa vez, um grupo de homens se reuniu para encontrar a felicidade. Perto deles, estava o mestre do mal e um discípulo. O mestre do mal, então, disse ao discípulo: “Vamos levar estes homens à felicidade”. Assustado o discípulo perguntou: “Mas mestre, o que estes homens tem de especial para que o senhor os leve à felicidade”. “Nós descobriremos agora se eles têm”. Então, o mestre do mal pôs uma roupa metade verde, metade amarela e dirigiu-se ao grupo de homens, disposto a leva-los à felicidade. Aproximou-se e disse: “Eu sei o caminho para a felicidade, se quiserem alcança-la, basta me seguir”. Virou-se e começou a andar. Só que, quem o viu vestido de verde, passou a vê-lo de amarelo e vice-versa.  Os homens, então começaram a discutir se deveriam seguir o senhor de verde ou de amarelo e ficaram lá, parados, perdendo a chance de chegar à felicidade.

Essa história, para mim, resume muito bem nossa sociedade que vê, quase que exclusivamente, a forma e não o conteúdo. Houvessem os homens seguido o senhor, pouco importando a cor de sua roupa, teriam alcançado a felicidade.

Assim, dividimo-nos em negros e brancos, amarelos e vermelhos e todos os outros rótulos (gordos e magros, feios e belos, capazes e incapazes, a lista se estenderia por léguas), esquecendo-nos de que somos humanos, independentemente de nossas características. Afinal, podemos ser capazes para algumas coisas e incapazes para outras e assim por diante.

Entendo que esse tipo de visão onde a forma se sobrepõe ao conteúdo (quantas vezes, não ouvimos “você está certo(a), mas perdeu a razão pela forma como se expressou”?) faz com que discussões que poderiam ou deveriam ser meramente semânticas, acabem por se transformar em obstáculos ao bom senso e à boa convivência, muitas vezes, por má intenção de quem se envolve na discussão. É o que chamo de A semântica em desfavor do bom senso.

Afinal, o que são as palavras senão a forma daquilo que querem significar? Quantas palavras não têm (ou tiveram ao longo do tempo) seu significado alterado e até invertido. Quantas vezes, a ironia não se faz presente?

Vou falar aqui sobre exemplos polêmicos e sérios, de grande amplitude, nos quais, em minha visão, a semântica foi usada de forma ardilosa e até mal-intencionada para se atingir um objetivo ou vencer uma disputa. Três exemplos relacionados à inclusão e ao preconceito.

(Parêntese longo: Cabe observar que, às vezes, rótulos são criados e determinadas idéias ou projetos são abandonados ou jogados fora, sem que se entenda direito o que significavam. Um bom exemplo é o “kit gay”. Rótulo colado pela bancada evangélica num projeto de combate à homofobia e que foi um dos grandes pilares da eleição do atual presidente. Houve um material preparado para professores? Sim, houve. Só que não era e nunca foi objetivo do projeto levar conteúdo impróprio para crianças, mas o rótulo aliado ao livro “fake” carregado à tiracolo pelo então candidato e exibido em horário nobre em rede nacional, sem ser desmentido, levou milhões a acreditarem numa falácia! Fim do parêntese).

O primeiro exemplo vem de um um ótimo artigo de Neivia Justa, que li noutro dia onde, ela (e já vi muitas outras pessoas fazendo o mesmo) questiona e aponta como racista a expressão “a coisa está preta”. Então, nos comentários do artigo, pontuei que filosoficamente, utiliza-se, não raro, o contraste entre luz e trevas, entre claridade e escuridão, por exemplo, as trevas da ignorância em contraponto à luz do conhecimento. Por definição a cor do escuro é o preto e a cor do claro é o branco. Eu nunca fiz uma leitura racial da expressão “a coisa está preta” e suas variações. Penso que os negros merecem reparação histórica pelo que sofreram, penso que o racismo está longe de acabar, não só no Brasil como no mundo de uma forma geral, mas penso que enxergar no “preto” de “a coisa está preta” um demérito aos negros seja “forçar a barra”. Como resolvemos este dilema? É uma questão semântica apenas?

O segundo exemplo é o do “casamento gay”. Ora, eu sou defensor ferrenho da possibilidade da união entre pessoas do mesmo sexo, de que possam adquirir propriedades em conjunto sem que, na eventualidade da morte de uma das pessoas, sua família não venha tomar da outra todos os bens adquiridos em conjunto, porque estão no nome de quem faleceu. Pensemos, contudo, que: casamento é um sacramento “de propriedade” das religiões (como diria o palestrante Waldez Ludwig) “desde Adão e Eva”, daí que, brigar pelo “casamento gay” é, numa visão que penso ser bastante pertinente, brigar para que as religiões aceitem e abençoem esta união. Uma luta inglória. Não se pode exigir que uma religião altere seus dogmas (concordando-se com eles ou não). Por que não se utilizar uma expressão que seria menos polêmica como “União civil” ou “Parceria civil”? Entendo que seja má intenção daqueles que propositalmente querem criticar a religião (o que é um “tiro no pé”) ou dos que desejam criticar a própria união em si.

O último exemplo que quero citar é mais complicado, também relativo às pessoas LGBT, é a “cura gay”. Senão vejamos: “ser gay” não é uma doença (eu acredito nisso e defendo isso), por outro lado, eu entendo que ninguém pode impedir (minha opinião!!) um psicanalista (psicólogo, psiquiatra) de ajudar alguém que, não nos interessa por qual motivo, queira deixar de ter sentimentos e desejos homossexuais tampouco se pode impedir uma pessoa de pedir este tipo de auxílio.  O rótulo “cura” leva à implicação semântica da oposição à doença e, por isso, gera o conflito.

(Outro parêntese longo:  Por favor, não se zanguem comigo aqueles que (como eu!!) são totalmente contra a LGBT-fobia, não sei que nome dar a este tipo de tratamento. Certamente, penso que “terapia de reversão sexual” também não seja palatável, mas é menos agressivo do que “cura gay”.

Cabe a pergunta aqui: “Por que precisamos de um rótulo?”. Por que não “apoio às pessoas que querem deixar de sentir desejos, para elas, incompatíveis com seu gênero?” essas pessoas não têm esse direito? (em último caso, o que se faz entre as paredes do consultório é problema do paciente e do analista, não é? Claro, salvo se o segundo abusar do primeiro! Aí será, certamente,  problema da Justiça).

E se alguém hétero resolver pedir auxílio a um psicólogo para se tornar trans? Pois é, sinto-me mal por levantar um argumento – talvez – típico dos “conservadores de plantão”, caindo no dilema de meu último artigo. Mas penso que a questão precisa ser avaliada por vários ângulos.

Esse tópico é longo. Psicólogos são proibidos de oferecer esta ajuda (e, neste ponto, eu concordo: atender a um pedido em particular é uma coisa, “propagandear” é outra!). Há alguns anos, alguns mais conservadores conseguiram uma autorização, cassada há poucos dias.

Só para deixar bem claro: Entristece-me que muitas pessoas (sei lá, ainda que 100% das pessoas que) busquem(buscam) esse tipo de tratamento de “reversão”, (o façam) por motivo de pressão da sociedade ou de “ideologia de credo”, mas, não interessa a mim, não cabe a mim, fazer “pressão ao contrário”, nem na pessoa, nem no psicólogo que se disponha a ajuda-la. Ao contrário, essa pressão pode – quem sabe? – reforçar o discurso débil da “ditadura gay” –não vou entrar no mérito desse rótulo aqui! Fim do parêntese). 

Novamente, usar esta expressão (“cura gay”, não se perca em minha prolixidade) é, penso eu, má intenção de quem quer impedir os psicólogos e aqueles que se sentem incomodados com sua condição de agirem para interrompê-la ou daqueles que fazem questão de afirmar que esta condição é uma doença (aqui, o “tiro no pé”).

Eu poderia citar muitos outros exemplos menos polêmicos, exemplos cotidianos, em que uma discussão que é semântica (todos querem dizer coisas diferentes, mas querem utilizar a mesma palavra para defini-las ou, ao contrário, querem usar palavras diferentes para definir a mesma coisa) acaba por criar um impasse insolúvel, uma cizânia desnecessária, um obstáculo ao bom senso e à boa convivência.

Como bônus, trago uma reflexão adicional. Um vídeo do canal Jesus na veia do Youtube (não conheço o canal, só vi este vídeo) em que um Ganês, preto (quem vir o vídeo entenderá), que traz uma ideia muito boa e uma comparação entre os termos negro e preto. É só semântica?

Afinal, é bolacha ou biscoito??

Fique bem

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A vaidade de Lula e a submissão do PT levarão o Brasil de volta à Idade das Trevas.

Quero começar fazendo um pedido. Se você é eleitor convicto de Jair Bolsonaro, por qualquer motivo além do "PT Não" então não leia esse texto. Não, eu não vou falar mal do seu candidato ou da enxurrada de Fake News dos seus apoiadores ou da excrecência que é a propagação da existência do  Kit Gay (tardiamente banido pelo TSE) e tampouco da legitimação de uma violência e barbárie que mostram as garras por todo o país. Sei que não vou mudar seu voto e nem é o que pretendo, se você quiser ler, talvez, possa abrir um pouquinho a cabeça e ver que nem tudo é "pão, pão, queijo, queijo". Se quiser saber o que penso de seu candidato, veja aqui.

Vou fazer uma análise-desabafo sobre o  PT, para amigos PTistas e para os que talvez vão votar nulo/branco ou no candidato número 17  porque "odeiam o PT acima de tudo" e estão iludidos com e hipnotizados pelo mantra "PT Não".

Aliás, se você bolsominion continua lendo até aqui, saiba que eu já considero a eleição praticamente vencida por seu candidato e por culpa exclusiva do PT, ou melhor, de um sujeito chamado Luis Ignácio Lula da Silva. Senão vejamos: 

Lula não é o PT e o PT não é Lula.


Lula é um gênio (gostem seus adversários, com quem ele não se preocupou durante os oito anos em que esteve no governo, ou não), um monstro da política que só tem um propósito na vida: Ter Poder. Desde quando foi operário, soube se colocar nos lugares certos nos momentos certos e, acima de tudo, dizer as coisas certas na hora certa (não necessariamente fazendo o certo). Lula pôs à mesa, como muito bem salientou o Sr. José Neumane Pinto, os guerrilheiros da luta armada, José Dirceu, Genoíno, Palocci, com a escória da política brasileira, José Sarney, Eduardo Cunha, Jáder Barbalho e seus quetais. (Sugiram que os Lulistas vejam entrevista do link, de coração aberto).


Anyway, eu vi o PT nascer em 1982 (no auge dos meus 15 anos), eu abracei a Lagoa Rodrigo de Freitas, eu marchei na Rio Branco e gritei "Tirem as mãos da Nicarágua" à porta da Embaixada Americana. Eu vi Lula  crescer dentro do PT e vi o PT se encolher diante de Lula. Eu o vi passar 20 anos, em que poderia ter feito ensino médio, graduação, mestrado e quem sabe doutorado, sem estudar e concorrendo à presidência da República, tomando para si o sonho de justiça e equidade de muitos PTistas que, logo no início de seu governo, foram para o PSOL...

Por que gente como Chico Alencar, deixou o PT? Porque o PT se submeteu a Lula e passou a viver das migalhas de sua imagem e a se contentar com as conquistas que o Fingerless usou para se promover.

Haddad também não é Lula, mas, diferentemente de Dilma, ele se curvou completamente a Lula, junto com o PT. Não me interessa se Lula foi preso politicamente, juridicamente, justa ou injustamente. Ele foi preso e tudo o que o Brasil não precisa é de um preso "governando" o país.

O país precisa de gente séria e preparada, gente "de bem", que existe e sofre nos quadros do PT.

Eu cheguei a pensar que, quando a pecha de criminoso começou a ser colada no PT, à época do golpeachment, Lula se afastaria e criaria um novo partido para ele, apontando o dedo (um que ele próprio não tenha decepado) para os ex-"cumpanhêru"..

Lula não fez nada de bom? Apenas "aproveitou um momento"?

Lula fez muita coisa boa, isso é inegável, uma delas (na minha opinião) foi tirar o PSDB do Planalto.  (Na verdade, na verdade, o que tirou o PSDB de lá foi a vaidade de FHC que, ao ver Aécio derrotado internamente, pegou Luisinho pela mão e o levou para receber a bênção do "tio" Sarney e os outros caciques do PMDB que eram os aprovadores de presidente).

Lula promoveu uma razoável e relevante distribuição de renda no país (ainda que temporária, porque o dinheiro "circulou" pelos pobres e "voou" para os banqueiros. (Mas isso é oooooutro post. Se eu fosse por tudo o que preciso falar num post só, eu teria que escrever um livro!).

Sim, Lula deu força e voz ao Brasil no cenário internacional, usou muito bem nossas reservas para impedir que sentíssemos os efeitos da crise mundial e, sim, transformou-a numa "marolinha".

A destruição do Brasil

Se você verdadeiramente acredita que o PT "destruiu" o país ou, como Ciro Gomes gosta de dizer, "desmontou", referindo-se a Dilma, então você precisa abrir sua mente e seu coração.


Quem destruiu o Brasil foi o PMDB (MDB ou qualquer outra Bosta que resolvam se autodenominar, porque esse "B" do nome do partido não é de Brasil, certamente). Um partido fisiológico que esteve em todos (e estará, você que é bolsominion e ainda está lendo, espere para ver) em todos os governos desde a redemocratização.

Um partido que capitaneou uma constituição que engessa o Executivo e transformou o país num Parlamentarismo velado, obrigando os governantes (Itamar, FHC, Lula, Dilma) a se submeterem aos caprichos do lixo chamado Centrão (a desvalorização do conceito de "Centro" no Brasil também vale outro post).

E Lula é o grande responsável pelo PT ter sua imagem maculada e associada ao que de mais podre há na política nacional. Lula não fez nada diferente do que fez FHC, apenas soube "cacarejar" melhor. (Lembre-se: na nossa sociedade "de casca", não basta botar o ovo, há que cacarejar!! Às vezes, cacarejar é só o que basta!).

Lula não teve oposição. Claro, porque "liberou geral" a roubalheira que é institucionalizada no país, que está entranhada na cultura de uma nação que não respeita sinal de trânsito, que faz gato de energia, que dá propina para servidor público a fim de vencer a burocracia (que está lá justamente para viabilizar a propina ao servidor público. - POR FAVOR: Não falo de todos os servidores públicos, mas falo de um número expressivo que consegue queimar a imagem de todos!).

Se você não enxerga isso, então você precisa de lentes. Não foi o PT quem destruiu o país, mas, concordo, o PT esteve ao lado de quem destruiu e, quando tentou sair do barco, foi arrancado do poder e paga o preço altíssimo de ter sua imagem destruída. 

Aécio avisou ao perder a eleição e o Tasso "Coronelzinho" Jereissati assumiu publicamente que o PSDB sabotou o  governo Dilma, o "Centrão" quando se viu sem os cargos e boquinhas prometidos também o fez (mas não veio a público reconhecer). Dilma não pode governar. Como ela poderia ter desmontado o país?


Não dá para não falar de Dilma


Como disse num dos subtítulos anteriores, o PT não é Lula.


Para mim,  se hoje o PT pode ser representado por alguém, este alguém é, para mim,  Dilma Roussef, mas, por favor, não pare de ler. Não deixe que a minha simpatia por Dilma (sobre quem falarei em outro post), o impeça de continuar na reflexão.

Dilma é o PT que não é Lula. Dilma se "fingiu" de poste e conseguiu, por falta de opção do Fingerless (estavam todas na cadeia), ser indicada para o Poder. O que aconteceu?

Dilma criou dificuldades para o fisiologismo (ok, foram 39 ministérios), tentou colocar alguma ordem no caos e tentou governar. Logo ao final do primeiro mandato, Lula já pensava em não deixá-la concorrer. Ela se reelegeu fazendo promessas não para o povo, mas para o fisiologistas.

Lembram-se dos deputados bradando no impeachment "Ela me prometeu isso, me prometeu aquilo e não cumpriu"?

Pois é, Dilma se aquartelou, apoiou a Lava à Jato e só teve apoio de Lula (ou quase apoio) próximo ao Golpe, porque o Molusco queria por "panos quentes" e manter o trono ocupado para seu eventual retorno em 2018.

Ah, ela tem um notório problema para falar em público? Sim, tem, mas isso não diminui sua capacidade tampouco seu  intelecto.


A Campanha de 2018

Haddad errou feio na campanha de 2018. Escolheu mal a sua vice (com todo o carinho e respeito pela pessoa e pelas competências de Manuela, mas ela não tem ainda (note-se!) estatura para ser presidente do país, numa ausência do titular. Ainda precisa comer um pouco mais de "arroz com feijão" da política, mas isso é minha opinião (como tudo neste texto, nunca é demais relembrar, incluindo um grande percentual da entrevista de José Neumane, que passou a ser minha opinião).


Eu brinquei noutro dia com um irmão, dizendo imagine a conversa entre Lula e Haddad:

Haddad: Lula, eu não acho correto associar minha imagem à sua, por mais que seja injustiça sua prisão.

Lula: Tá bom, vai lá e tenta aparecer para todo o Brasil, sem dizer que me representa!

Pois é.

Haddad se deixou transformar no "diet Lula" de John Oliver e passou a imagem de que seria um simples porta-voz do Fingerless. Ninguém no Brasil gosta de porta-vozes, porque eles normalmente só servem para más notícias. (Até funcionou no NE, onde o prestígio de Lula é muito grande e, sim, o povo é mais humilde e mais crente, sem nenhum demérito. Mas eu duvido que pessoas mais esclarecidas tenham votado em Haddad no primeiro turno, por causa da plaquinha girando "Lula/Haddad/Haddad/Lula", acho que essa plaquinha aborreceu até os menos esclarecidos!).

Agora, quando tenta tomar as rédeas da campanha, Haddad passa a impressão de que foi "ordem de Lula". Tudo o que Haddad fizer, de hoje até o final de sua vida, pode e receberá a pecha de "seu mestre mandou". E até ao usar as cores do Brasil (que são nossas!! Bolsomínions ou Lulistas) é acusado de "apelar". 

Haddad tentou tardiamente até "falar grosso" e, como não é do seu quilate, exagerou e bateu forte em Edir Macedo (figura espúria, mas adorada por milhões que se sentem ofendidos quando nós o ofendemos... Aliás, parêntese dentro do parêntese: Xingar Edir Macedo é o mesmo que chutar a Santa... ele não é poderoso? Que se defenda!). Macedo que foi sim, apoiador de Lula, como foi de FHC e será de todos os que estiverem no poder, enquanto ele próprio (Macedo) não puder estar lá.

A família Gomes

Eu votei em Ciro no primeiro turno, muito aborrecido por ter que votar no PDT de Lupi e quetais (ok, também o PDT de Darcy Ribeiro, só que também o PDT da decepção Cristóvam Buarque). Votei porque não concordei com a "estratégia" (se é que se pode chamar assim) de tentar levar o nome e a foto de Lula para a Urna, quando o voto seria para Haddad), porque fui (e sou) contra a péssima imagem de um presidiário dando ordens para um presidente. (Ok, acho forçação de barra comparar Lula a Fernandinho Beira-mar, mas é uma comparação que a gente acaba tendo que engolir!).

Eu sempre pontuei que tinha 2,5 restrições contra Ciro Gomes.

0,5) Sua vice. Kátia Abreu. Sei que ela apoiou Dilma, foi ministra, mas todas as pessoas em cuja opinião hoje eu confio falam mal dela. Realmente não tenho uma posição definida quanto a esta senhora (que já não mais será vice-presidente), por isso a "meia" restrição;

1) O PDT. Como falei acima e 

2) o irmão dele. O palhaço até não estava totalmente longe de ter razão em sua mágoa, mas não precisava "ser Cid Gomes" neste momento, mesmo tentando consertar depois.

Conclusão

Para ser otimista,  preciso torcer para que estejam com a razão, os pastores charlatães (Macedo, Feliciano, Valdomiro, RR Cifrão), a Ku Klux Klan, Steve Bannon, Alexandre "Anal Técnico" Frota, o Temer, o skinheads, os doutores de Facebook e Whatsapp que ensinaram nazismo para os alemães, interpretação de letra de música para o próprio autor, o MBL, que pensa que a Ku Klux Klan é de esquerda!!!,  a Rachel Sherazade (espera! Até a Rachel Sherazade ficou contra o Bolsonaro), o Reinaldo Azevedo (ih! esse também está contra!!), Míriam Leitão (cacete!! quanta gente foi comprada pelo PT!!!)...

Desejando que  estejamos errados. Eu, o The Economist, os analistas e políticos portugueses da direita e da esquerda, a CNBB, o Papa,  a ONU, o John Oliver, os diversos artistas, os LGBT (que não votarão nele!), a família Gomes, os tucanos que não são da ala paulista, os eleitores do Novo (que eu conheço), o Haddad, até a Marie Le Pen (pois é, que criticou o capitão).

Enfim, a Vaidade tirou os tucanos do poder em 2002 e colocou "Lula lá". Agora, em 2017 a Vaidade (de Lula), aliada à submissão do partido, colocará "Ele lá", lamentavelmente.

Obrigado por ler até aqui.

Fique bem!


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Ok... Vamos falar do Brasil pós 2018...

Sei que não vou mudar o voto de ninguém (e nem pretendo, mas se eu conseguir deixar algumas pessoas com a consciência pesada, já terei cumprido mais do que a minha missão com este desabafo).

Eu não tenho medo de Jair Bolsonaro...

Ele vai se eleger, se aboletar na cadeira de presidente, garantir a aposentadoria dos netos e de toda a família, arrochar a classe média, abrir as pernas para o DEM, MDBosta, PP e afins, viajar o mundo inteiro e ser apenas um bobalhão despreparado no poder. (Um segredo... vai pedir auxílio ao PT e à esquerda, se precisar, em nome "do bem da nação").

Com uma diferença para FHC, não tem metade da cultura e não acredito que venderá o país, mais do que já estão vendendo ou acabará com os direitos trabalhistas mais do que já estão acabando.
Com uma diferença para Lula, não tem 1 centésimo do QI e da capacidade política, mas não acabará com Bolsa Família (porque os bancos precisam do programa mais do que os pobres).
Com uma diferença para Dilma, render-se-á ao Centrão e ao fisiologismo e também não tem o pulso firme que ela teve e que a derrubou do poder, porque não tinha apoio nem dos "cumpanheiru"...

Acho (minha opinião, que pode ser ofensiva a ele, não a você que vai votar nele... se ele se sentir ofendido que venha reclamar ele não precisa de ninguém para fazer isso por ele!!!) que ele é um boquirroto que fala o que seus eleitores querem ouvir (Todos fazem isso, à esquerda, à direita, acima e abaixo)...

Lava à jato? Desde que não chegue ao PSL...

Tenho medo dos seguidores de Bolsonaro, dos skinheads babacas (como o candidato a Deputado Federal!!!! bombadão e careca que se rejubila destruindo patrimônio público), dos menininhos riquinhos mimados que acham que estão (e estão!!) acima da lei, como os "Thor Batista" da vida, do nosso talibã pentecostal tupiniquim (de novo, não estou falando de todos os pentescostais!!! Mas se você é evangélico e não vê o que é feito contra casas de religião de matiz africana ou precisa de óculos ou... deixa para lá), do ódio reprimido que está aflorando, do sentimento de "ser melhor do que os outros" que poderá levar a uma onda desenfreada de violência... INDEPENDENTEMENTE do resultado do pleito!!!...

Tenho medo de estar entre os 30 mil (incluindo FHC) que o ilustre deputado diz que tem que ser mortos ou que eu ou minha família estejamos entre os inocentes que "Ah se morrer inocente... qual guerra não morre inocente?"...

Ele(não!!) não é inteligente, mas há algum titereiro misterioso (como Valdemar da Costa Neto por trás de Tiririca) e, este sim, também me preocupa...
(Editado em 06/04/2022 - apenas retirado o último parágrafo em que eu fazia uma injusta citação ao MST e Guilherme Boulos).

terça-feira, 3 de março de 2015

Diferentes com respeito

O pior cego é o que não quer ver,
Talvez,  um problema da idade
O sujeito não tem o que dizer
Logo, busca a agressividade

Olhamos o mundo ao nosso prazer
Afinal, somos a humanidade
Respeito,  porém, é preciso ter
Gente é igual a diversidade.

Um momento acalorado pode
Mesmo que sejamos eruditos
Ensejar uma resposta dura

Nem mesmo a amizade mais pura
Tem imunidade a conflitos
A melhor opção, dizer: não ferra!