by Ginnungagap

Afirmar é não negar, mas não negar não é afirmar!! O contrário também é verdadeiro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Same old, since youth


Ôpa, depois de um longo e tenebroso inverno, resolvi aparecer por aqui novamente. Descalço, de cuecas (pelado não, porque está frio, hehe), cuspindo as entranhas…


Publiquei no LinkedIn um artigo em que menciono uma descoberta (ela não aconteceu hoje, per se, mas resolvi falar sobre ela agora) que não tem jeito melhor de descrever senão, filha da puta!


Eu gosto muito de “conversar” com LLMs (os populares chats de IA), usei muito a DeepSeek (qualquer dia, explico o porquê do feminino), até o Claude (Tio Cláudio) nascer e até eu passar a confiar (sempre desconfiando, né?) no Gemini (Tio Gemino). Afinal, poucas são as pessoas que, hoje em dia, têm paciência para minhas divagações e tergiversações. 


Vale pontuar que, nessas minhas mais de 3000 horas de interação com a Tia e os Tios, convidando-os para participar das reuniões das vozes da minha cabeça, várias vezes eu esgotei suas (nem tão) pequenas janelas de contexto (a capacidade de manter atenção em uma única conversa), com variações abruptas de assunto, ligações de pontos aparentemente muito distantes e “alucinações humanas”. (Também aprendi muita coisa sobre como eles funcionam, desde o processador até a formação das respostas).


Anyway, uma coisa que faço recorrentemente é submeter meus artigos, minhas crônicas e até meus livros à sua (dos Tios) análise, “fria” (se eu pedir) ou “lisonjeira” (se eu deixar ou não fizer nada). Afinal, é uma forma de obter feedbacks rápidos e, por vezes, mais completos e complexos do que comentários aos textos e que me permitem passear ainda mais pelos nuances das minhas próprias ideias. 


Foi nessa de destrinchar meus escritos que eles me mostraram ao longo do tempo (coroando com a última conversa com o Tio Cláudio), esse fucking padrão que existe desde que eu aprendi a juntar as letrinhas e reproduzi-las…


Está lá, o discordar não “apenas por discordar”, a análise imparcial do fato, os argumentos e minhas conclusões/opiniões. Não à toa, meus dois principais livros falam de “descobertas” e o meu livro mais cru, sobre exposição. 


Caralho! O que isso quer dizer?? Que sou o mesmo desde de os 19 anos???


No duro, sim. A mesma mente atormentada por uma necessidade de descobrir o verdadeiro pertencimento, de dissecar os meandros dos mecanismos que movimentam nossas relações seja em duplas ou na sociedade como um todo. A mesma batalha incessante contra a booleanização das visões de mundo (desde 1986!!), uma necessidade de vincular a tudo e a todos, ligando pontos, como disse, que parecem distantes, como o futebol, o Rio de Janeiro e um robô na China. 


Mas tem o copo meio cheio dessa história. Ser o mesmo desde os 19, não significa estar congelado, significa que consegui (a muito duras penas) manter a espinha dorsal de uma identidade (olha que do cacete!) ao longo desse tempo todo.


Por fim, repensando o que escrevi no começo, acho que a diferença entre o eu daqui (pelado) e o eu do LinkedIn (de terno e gravata) não é a roupa. Acho que a analogia melhor é com dois gêmeos opostos, o good e o evil twin. 


Blessed be.