by Ginnungagap

Afirmar é não negar, mas não negar não é afirmar!! O contrário também é verdadeiro.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

L'Amour

Algo de que nunca vou me cansar
Muito eu ainda vou enaltecer
O amor que está hoje a me motivar
Me acompanhará até envelhecer

Indescritível o sentimento
Nada nem ninguém pode interferir
Há alegria e há contentamento
Amizade e parceria em sorrir

Mil, um milhão, infinitas vezes
Ufanar-me-ei deste nosso amor
Laudas e laudas de poesia

Hei de escrever por todos os meses
Eternizando o nosso esplendor
Recheado de força e magia

Ah, o amor!


- Republicando após deleção acidental...

Carregando pedras

Posso estar sendo punido por algo que fiz nesta ou noutra vida
Imerso num lodo, um rodamoinho que de mim não se afasta
Sei que mereço mais, mas parece um beco e não vejo a saída
O ambiente é bom, o que ganho é bom, mas a tarefa é nefasta

Devo me resignar, estou sendo arrogante, prepotente?
Eu sei que só depende de mim e de nenhuma outra gente

Falo muito, penso muito, ajo muito, sim
Ávido pelo lugar à sombra a que julgo ter direito
Brigando contra algo que sem dúvida está dentro de mim
Reluto, com desculpas, a fazer o que deve ser feito
Invento filosofias, numa tentativa de fuga chinfrim
Consolo-me e me distraio, engolfo a angústia no peito 
Abano a cabeça, suspiro. Sei que o trabalho vai chegar ao fim.
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Pode não parecer mas 2014 traz boas perspectivas... O início é que está complicado.

Feliz 2014 a todos,

Blessed be,

Ginnungagap

sábado, 18 de maio de 2013

Aborrescência


Todos os anos, jovens viram adultos
Obedecendo a uma lei misteriosa
Mudando de repente, parando insultos
Esquecendo a rebeldia mais teimosa

Já passamos por isso, fomos jovens, nós
Escapamos das armadilhas da vida
Impregnados, iguais aos pais e avós
Tentando e errando na mesma medida

Ora, como pais, somos espectadores
Ô, se somos, mesmo tentando nos meter
Gostamos de acreditar que podemos

Uma vez ou outra, batem-nos temores
Riscos, más influências podem vencer
Isso é só parte do jogo, joguemos!

Acreditemos no sucesso!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sonetósticos...


Sonetos Acrósticos
by Fernando Escobar

Densidade populacional é um
Engodo, pensando em estarmos juntos
Sobram poucos lugares, talvez nenhum
Com gente focada em mesmos assuntos

Onde outrora havia paz, harmonia
Não se veem mais essas coisas belas
Erramos, pois ,matando a empatia
Chafurdando a sós nas nossas mazelas

Tentando mostrar o que nós não somos
Altivos, fortes, seguros, potentes
Desviamos para um vil hedonismo

Ocultos em particulares domos
Seguimos, aos outros, indiferentes
Sem nenhum pingo de companheirismo

Sozinhos na multidão
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Poetas como todos os seres
Obrigatoriamente comem,
Respiram, dormem, sonham, escrevem
Nadam perdidos pelos saberes
  
Eles também são muito felizes
Com suas vidas e seus amores
E nem por isso deixam as dores
São elas, no fim, suas matizes

Sem dor, não há boa poesia
Incrível, paradoxo eterno
Dor é alimento, ar e sonho

Aqui  não se esquece da alegria
Desdenha-la não seria terno
E a dor não é algo medonho

Dor poética

terça-feira, 30 de abril de 2013

Tinha que falar de escola...


Quanto se vê num pátio de escola
Uma multidão de sonhos e planos
Expressões, sentimentos tudo rola
Bendito sejas tu, passar dos anos

Ontem, hoje e amanhã se confundem
Marcam-se vidas, mesclam-se desejos
É um carrossel e todos entendem
Esse tempo não são só vis lampejos

Será a base, pilar, estrutura
Toda uma vida ali irá se apoiar
Unicamente sobre o que se aprender

Desde o começo até a formatura
As lições deverão se perpetuar
Ricas lições de como saber viver

Educação

domingo, 28 de abril de 2013

Um poeta no cotidiano


Dèjá vu
-por Fernando Escobar

Com ruído passa ônibus, carro
Ondas de vento mexem os cabelos
Tudo à volta se move enquanto narro
Indiferentes de eu estar a ve-los

Divago solto, pelas soltas linhas
Inferindo as lições de mais um dia
Absorvendo do mundo as ladainhas
Numa noite seca, um tanto fria

Ouço, olho, sinto, cheiro, rabisco
Penso, crio, desenho meu mosaico
Onírico, mesmo estando acordado

E um pensamento súbito, arisco
Toma conta do momento prosaico
A vida é isso, um sonho acordado.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Acrostic with rhymes. Metrics would be too much, wouldn´t it?


What is love after all?

It may be an empty word people throw in the wind
Thousands of mixed feelings, fear, courage, all emotions
Some toy created by "the ones" who control mankind

Wondering, I release my attention doesn´t matter if it´s leaned
Head floating, thoughts revolving like stormy oceans
Asleep and lost I know for sure it will be hard to find
The explanation to something that can make one blind

I think a bit more and it totally makes sense
Mix feelings with reason as just one experience

Forward I move resolute in my noble and brave quest
Eager to solve the question that insistently haunts me
Enlightened by some magic inspiration which makes me fly
Lingering to what my brain, this silly child, do as its best
Involves me in a descendent cruel spiral that drags me
Near to madness as in an awaken dream through which I pass by
Growing, happy, 'cause it´s good to love and be loved after all.


Blessed be